Pesquisa personalizada

Ouça Estudos da Bíblia Agora:

Postagens Populares:

Áudio Livro Caminho a Cristo:


Pesquisa personalizada

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pela religião, sabatistas esperam 7 horas em sala isolada antes do Enem

Enquanto os colegas sabatistas começavam a prova do primeiro dia de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) às 19h em ponto, a espera de Linda Leah Shayo não havia terminado. Era preciso ainda que três estrelas despontassem no céu para que a estudante pudesse enfim iniciar sua prova naquele 3 de novembro de 2012.
Diferentemente dos adventistas, para quem o sábado de descanso termina quando o sol se põe, o shabat dos judeus só se encerra após a aparição das três estrelas, um cálculo feito com antecedência pelos rabinos. Por isso, mesmo isolada na sala de aula desde o meio-dia, horário marcado para todos os candidatos, Linda sabia que só 50 minutos depois das 19h ela estaria liberada para atividades tão corriqueiras como pegar uma caneta na mão e escrever. Nesse ínterim, a estudante podia apenas ler as questões.
Por causa de sua religião, Linda inscreveu-se para prestar a avaliação no horário especial para sabatistas. A adolescente de 17 anos e sua família seguem à risca as tradições judaicas. Aos sábados, a ex-aluna do colégio Iavne, em São Paulo, e hoje estudante de direito na Mackenzie costuma frequentar a sinagoga, ler e ficar em casa com a família. Em respeito ao shabat, os judeus ortodoxos não ligam a TV, nem a luz, o carro, o computador ou o botão do elevador. Não trabalham, nem escrevem ou carregam qualquer coisa nas mãos.
Enquanto esperava para fazer a prova no ano passado, o estudante adventista Kevin Cornetti Oliveira tocou violão e cantou com os colegas da mesma religião  Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Enquanto esperava para fazer a prova no ano passado, o estudante adventista Kevin Cornetti Oliveira tocou violão e cantou com os colegas da mesma religião
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
No sábado em que prestou o Enem em 2012, a estudante precisou passar por cima de suas crenças para realizar a prova. Foi de carro até o local do exame - um motorista a levou, para evitar que os pais dirigissem - e levou consigo a caneta e a carteira de identidade. "Tudo isso me incomodou, foi contra a minha vontade. Não achei justa a forma como o Enem impôs a prova aos judeus religiosos", diz Linda.
Para a estudante, o cansaço de permanecer sete horas em uma sala fechada, sem poder consultar qualquer material antes de iniciar a prova, também a prejudicou. Na opinião de Linda, as provas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas do Enem, que acontecem aos sábados, deveriam ser realizadas em outro dia da semana, ou o exame deveria ser aplicado a partir das 20h, para garantir que as estrelas já estariam visíveis no céu.
Adventistas
Durante a longa espera para iniciar o exame em 2012, o estudante adventista Kevin Cornetti Oliveira, do terceiro ano do Colégio Adventista Ellen White, em São Paulo, tocou violão e cantou músicas de sua igreja com os colegas de prova. Minutos antes de iniciar o teste, os estudantes fizeram juntos uma oração. "Todo mundo era adventista, e o clima lá dentro era muito alegre", conta. Para os adventistas, o sábado representa um dia para viver para Deus e descansar, mas não impõe proibições como no judaísmo, e o dia de descanso acaba com o pôr- do-sol. Para Kevin, que durante os sábados costuma ir ao culto e visitar parentes e amigos, o sistema do Enem para os sabatistas é justo. "Se tivéssemos que chegar só às 19h ao local de prova, seria errado com os outros candidatos", diz.

A aluna adventista Catherine Biondo Feitosa é uma dos 90.273 inscritos sabatistas no Enem 2013 Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
A aluna adventista Catherine Biondo Feitosa é uma dos 90.273 inscritos sabatistas no Enem 2013
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Com a expectativa de realizar a prova neste ano, a aluna adventista Catherine Biondo Feitosa, 17 anos, colega de Kevin na escola, diz que está tranquila em relação ao horário de prova no sábado, apesar dos amigos que não são adventistas estranharem sua opção. "Se eu tivesse que escolher entre o Enem e o sábado, escolheria o sábado. Deus me abriria uma porta por outro lado", afirma. Catherine diz que não se importa de ter que esperar sete horas na sala de aula para prestar a prova, e que o tempo não será perdido. "Eu que escolhi ser assim. Não vou estar na igreja, mas vou fazer amizades e guardar meu sábado."
Neste ano, 90.273 sabatistas, de um total de 7,17 milhões de inscritos no Enem, farão a prova no sábado, 26 de outubro, no horário especial: 19h, com ou sem estrelas no céu. [Fonte: Terra]

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Relógio de pulso faz contagem regressiva para a morte do usuário



Além da contagem regressiva para a morte com "precisão" de segundos, relógio mostra a hora local

Foto: Reprodução
Um novo projeto que está buscando financiamento no site de crowdfunding Kickstarter promete ajudar os usuários a contarem os minutos que faltam para sua morte. Essa é a ideia por trás do Tikker, um relógio de pulso digital que determina o tempo restante de vida do seu dono.
Os usuários do Tikker precisam preencher um questionário pessoal sobre seu histórico de saúde. A partir daí, o sistema calcula o tempo restante de vida e inicia a contagem regressiva para a morte, com uma "precisão" de segundos.
O projeto começou a ser financiado há uma semana e já teve 115 doadores, arrecadando mais de US$ 6 mil. Os idealizadores do Tikker esperam arrecadar US$ 25 mil até dia 1º de novembro de 2013 para colocar a ideia em prática. Doações de US$ 39 dão direito e um relógio quando o produto for lançado, com previsão para abril.

Relógio Tikker faz contagem regressiva para a morte do usuário Foto: Reprodução
Relógio Tikker faz contagem regressiva para a morte do usuário
Foto: Reprodução


Segundo o criador do projeto, Fredrik Colting, a ideia do Tikker surgiu após a morte do seu avô e pretende fazer com que os usuários evitem desperdiçar seu tempo. "Eu acho que nós podemos ter uma vida melhor e fazer escolhas melhores se estivermos mais conscientes do nosso tempo restante. Nos dá perspectiva", afirmou ao Mashable.





NOTA DO EDITOR DO BLOG:
Como escreveu o salmista: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio". Carpe Diem!!!



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A Universalidade do Sentimento Religioso


Um estudo maciço levado a cabo junto das mais variadas culturas do mundo apurou que a fé religiosa é natural, até instintiva, no ser humano. Roger Triggm, professor na Universidade de Oxford, afirmou: “Temos tendência para ver propósito no mundo. Vemos operacionalidade. Pensamos que algo se encontra por lá, mesmo que não sejamos capazes de a observar. [...] Toda essa forma de pensar tem tendência a acumular-se até desenvolver-se uma forma de pensar religiosa.” Trigg é co-diretor do projeto de Oxford (com a duração de três anos) que incorporou mais de 40 estudos distintos levados a cabo por dezenas de pesquisadores observando países desde a China até a Polónia, passando pelos Estados Unidos e a Micronésia.

Estudos levados a cabo por todo o mundo apuraram resultados similares, incluindo a amplamente disseminada crença em algum tipo de vida depois da morte e uma tendência instintiva para sugerir que os fenômenos naturais têm um propósito. Trigg afirma que “para as crianças, em particular, era muito fácil pensar de uma forma religiosa”. Mas o estudo apurou que mesmo os adultos eram muito suscetíveis a atribuir a um Agente Invisível a responsabilidade por um evento natural.

Segundo Justin Barrett, o outro co-diretor do projeto, o estudo não diz nada sobre a existência de Deus, deuses ou se existe algum tipo de vida depois da morte. “Este projeto não tem como finalidade provar a existência de Deus ou a existência de deuses. Só porque uma forma de pensar é mais fácil para o ser humano não significa que é a verdadeira forma de pensar, nem que é um fato.”

Trigg vai mais longe e afirma que tanto ateus como os religiosos podem usar esse estudo em seu favor. Segundo Trigg, o famoso secularista Richard Dawkins “pode aceitar os nossos estudos e afirmar que nós temos que ultrapassar essa fase da nossa vida.” Mas as pessoas com fé religiosa podem alegar que a universalidade do sentimento religioso serve ao propósito de Deus. “Os religiosos podem dizer coisas como “Se Deus existe, então Ele criaria em nós uma inclinação natural de buscá-Lo.”

Trigg acrescenta que o bem-sucedido estudo pode não tomar uma posição no que toca à existência de Deus, mas tem implicações profundas para a liberdade religiosa: “Se temos algo que se encontra tão enraizado na natureza humana, contrariá-lo é de qualquer forma não permitir que os seres humanos realizem seus interesses básicos. Existe um impulso muito forte para olhar para a religião como algo privado.”

“[A religião] não é algo do interesse de alguns, mas, sim, algo que faz parte da natureza básica do ser humano. Isso mostra que ela é mais universal, prevalecente e profundamente enraizada, e isso é algo que tem que ser considerado. Não se pode fingir que ela não está lá.”

O estudo, com o nome de Cognition, Religion and Theology Project, sugere fortemente que a religião não enfraquecerá com o tempo, afirmou Trigg: “A tese da secularização dos anos 1960, a meu ver, está irremediavelmente condenada ao fracasso.” (CNN, via Darwinismo)

Livro Gratuito em PDF - Baixe Agora!


Pesquisa personalizada

Filmes Sugeridos: