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sexta-feira, 2 de março de 2012

MP-BA entra com ação contra lei que determina oração em escolas


O Ministério Público da Bahia (MP-BA) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Tribunal de Justiça do Estado contra uma lei aprovada pela Câmara de Vereadores de Ilhéus que determina que professores rezem o "Pai Nosso" antes do começo das aulas nas escolas do município. "É uma lei que viola de modo explícito normas das constituições Federal e Estadual por afrontar diretamente a liberdade de religião e culto", afirmou o MP.
O procurador¿geral adjunto para Assuntos Jurídicos, Rômulo de Andrade Moreira, disse que a lei, aprovada no final de 2011 e que começou a vigorar em fevereiro com o início das aulas, é inconstitucional e "desconsidera toda uma evolução política e sociocultural na defesa de um Estado laico consagrado na Constituição".
"É por demais evidente que a oração Pai Nosso faz parte da liturgia do cristianismo, sendo, portanto, indiferente a outras crenças e religiões. (...) Logo, a imposição de um determinado culto religioso por parte do Estado ofende de forma manifesta os direitos individuais e a dignidade da pessoa humana", completou o procurador.
A lei, que ficou conhecida como "Lei do Pai Nosso", foi criada pelo vereador Alzimário Belmonte (PP), evangélico atuante na comunidade. Segundo ele, a intenção não era obrigar ninguém a uma conversão ou submeter outras religiões à fé cristã, mas sim despertar nos jovens valores e reflexão. Ele disse também que, no texto da norma aprovado na Câmara, nenhum tópico cita obrigação às escolas de fazer cumprir a reza.
De acordo com a secretária de Educação do Município, Lidiney Campos, nenhuma escola relatou qualquer tipo de problema com a determinação. Ela argumenta que, apesar de haver uma consciência geral de que o Estado é laico e que, em teoria, a lei é inconstitucional, a comunidade acatou e celebrou a chegada da medida. Assim, segundo ela, há professores que fazem a reza e outros que preferem não colocá-la em prática.[Fonte: Terra]

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Acervo da biblioteca da EST está disponível na Internet


Um sistema de dados interface via página web disponibiliza ao internauta acesso rápido e fácil ao acervo da biblioteca da Escola Superior de Teologia (EST) da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). No catálogo encontram-se mais de 70 mil registros, entre livros, CDs e discos, além de aproximadamente 25 mil artigos de revistas indexadas, tanto em português quanto em espanhol. Segundo o bibliotecário da EST, o acesso ao catálogo através da internet possibilita uma maior aproximação entre alunos, pesquisadores e usuários externos à biblioteca. O catálogo está em formulação desde 1946, quando a biblioteca foi inaugurada, sempre agregando mais e mais obras e adequando o acesso a elas por intermédio da tecnologia em voga. Até 1996, o catálogo era atualizado através de fichas. A partir de então, o sistema foi computadorizado no sistema DOS. Embora esse sistema possibilitasse acesso interno às obras por intermédio do microcomputador, os usuários demoravam muito até aprender a utilizá-lo sozinhos. Hoje, diz Allan, o acesso ao catálogo através da rede mundial é bastante familiar a todos, pois o mesmo sistema é aplicado nos sites de busca, como o google. Com o novo sistema qualquer interessado em obter capítulos de obras disponíveis na biblioteca da EST pode adquiri-los através do Sistema Comut, no qual o bibliotecário procura o exemplar solicitado, faz uma cópia do capítulo e o envia por correio mediante pagamento de uma taxa. Para maiores informações consulte Aqui 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Reportagens sobre Ensino Religioso


Esta semana a GLOBO NEWS está apresentando uma série de reportagens sobre o ENSINO RELGIOSO, no primeiro dia apresentou informações a partir do Distrito Federal e no segundo dia a partir de São Paulo, nesta quarta o tema será abordado a partir do Rio de Janeiro. No primeiro dia apresentou uma informação equivocada afirmando que diversos estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – INTERCONFESSIONAL. O fato dos repórteres não entrevistarem até o momento pesquisadores com experiência sobre o Ensino Religioso demonstra a fragilidade das reportagens. Mas, é interessante acompanhar o trabalho desta emissora, pois é uma leitura sobre este componente curricular no cenário brasileiro.
Verifiquem os links !! 




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Comissão de ensino religioso do MEC prevê elaborar documento para orientar escolas públicas


A comissão de ensino religioso, criada no ano passado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), retomará os trabalhos este ano com a perspectiva de produzir um documento de orientação sobre essa disciplina nas escolas públicas. A informação é do atual membro do órgão do Ministério da Educação, César Callegari, concedida ao Jornal da Ciência.

Sem dar opinião sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.439, impetrada pelo Ministério Público, em meados de 2010, Callegari disse que o documento será embasado na legislação brasileira. Pelo que consta da Constituição Federal, a matrícula para as aulas de ensino religioso é facultativa; e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), o caráter do Estado é laico nas instituições de ensino.

Na ação de inconstitucionalidade, o Ministério Público questiona se o acordo entre Brasil e Vaticano, realizado em 2010, batizado de Santa Sé, admite a prática de proselitismo no ensino religioso das instituições públicas. Especialistas e acadêmicos criticam o acordo por acreditarem que esse entendimento admite proselitismo no ensino religioso praticado nas escolas públicas, ferindo a legislação brasileira.

Callegari não informou a data da próxima reunião da comissão de ensino religioso do CNE. A primeira foi realizada em agosto no ano passado na sede do ministério, em Brasília.

Tramitação da ação de inconstitucionalidade - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, disse, a membros da comissão de ensino religioso, que pretende apresentar até março seu voto sobre a ADI 4.439, da qual é relator, para questionar eventual proselitismo no ensino religioso praticado no Brasil. Por enquanto, o voto do ministro não consta do andamento dos processos do STF, que retomou as atividades ontem (1º).

Levantamento preliminar da Secretaria de Educação de Roraima revela a presença de proselitismo no ensino religioso em muitas escolas públicas. Conforme o órgão, na maioria de dez estados já pesquisados, as aulas de religião são ministradas por representantes de igrejas que defendem apenas uma religião, quando deveriam adotar essa disciplina no currículo escolar como uma área do conhecimento.[Fonte: GPERNEWS]

STF deve retomar julgamento do ensino religioso em escolas públicas em 2012


O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar em breve o julgamento da polêmica ação de inconstitucionalidade que questiona a prática do ensino religioso nas escolas públicas brasileiras, segundo estima a advogada Priscilla Soares de Oliveira do escritório Rubens Naves - Santos Jr. - Hesketh.

Trata-se da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.439, proposta pela procuradora-geral da República, Deborah Duprat, em meados de 2010, motivada pelo acordo entre o Brasil e Vaticano, chamado Santa Sé. O acordo é relativo ao estatuto jurídico da igreja católica no País, promulgado em 2009, conforme esclarecem assessores do Ministério Público. Para especialistas, essa iniciativa fere a laicidade do Estado e compromete o sentido da educação pública.

Levantamento preliminar da Secretaria de Educação de Roraima revela que em muitos estados as aulas de religião nas escolas públicas são ministradas por representantes de igrejas que defendem apenas uma religião ao invés de adotarem essa disciplina no currículo escolar como uma área do conhecimento. Tais práticas ferem tanto a Constituição Federal, que determina matrícula facultativa para essa disciplina, quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que prevê caráter laico do Estado nas instituições de ensino.

Existe um consenso entre acadêmicos  e entidades representativas da sociedade civil, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de que se o ensino religioso tiver que ser praticado nas escolas, que o seja segundo normativos que assegurem os direitos garantidos pela laicidade do Estado, o que inclui a não obrigatoriedade de presença às aulas e que o conteúdo não seja um estudo bíblico sobre religião A ou B ou C .

Priscilla Oliveira acredita que o Supremo deve acelerar o processo de análise da Ação Direta Inconstitucionalidade em razão da decisão do relator, Ayres Britto, ministro do STF, de adotar "procedimento abreviado" (agilidade na tramitação) para a ADI 4.439, "dada à relevância da matéria". A advogada ressalva, entretanto, que o processo não será mais veloz em decorrência do acentuado ingresso de amicus cure (cartas de instituições da sociedade civil que servem par dar informações e emitir opiniões para ajudar a análise do processo) ao Supremo sobre esse assunto.

"Quando envolve muito ingresso de amicus cure o julgamento tende a de ser polêmico (e um pouco mais demorado), pois [o relator] tem de ler todas [as informações] antes de formar o conhecimento dele", analisa a advogada, ao lembrar que o STF volta de recesso apenas em meados de fevereiro e a análise da matéria pode levar até o fim deste ano para ser julgada na casa.

Outro lado - Em documento enviado ao STF, em março do ano passado, a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) destacou que, além de defender a educação católica do Brasil, "proclama a liberdade de ensino consagrada na Declaração dos Direitos Humanos, na Constituição da República Federativa e nos ensinamentos do magistério eclesial; e defende a liberdade de escolha das famílias ao tipo de educação que desejam para os filhos, segundo seus princípios morais e pedagógicos".  

Levantamento - Responsável pelo estudo, Lenir Rodrigues, secretária de Educação de Roraima, disse que, pelas informações colhidas até agora, de quase dez estados - dentre os quais Pará, Rio Grande do Sul, Amazonas e Paraná - percebe-se que poucos têm uma coordenação de ensino religioso.

"Quando o Estado tem uma coordenação de ensino religioso, em geral, a disciplina se volta só para a ciência da religião. Mas quando não há uma coordenação, cada gestor coloca pessoas para lecionarem as disciplinas do jeito que querem. Nesse caso, a pessoa geralmente vai fazer estudos bíblicos; às vezes ensinam só o cristianismo, desrespeitando outras religiões", disse.

Pelo resultado colhido, ela disse notar a presença de "muito proselitismo". "Há igrejas que tomam conta do ensino religioso e defendem apenas uma religião e não o ensino da ciência da religião", critica Lenir, que representou o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) na primeira reunião da comissão de ensino religioso do Conselho Nacional de Educação (CNE), realizada em agosto de 2011 no Ministério da Educação, quando foi incumbida de fazer um levantamento em todos os estados sobre como funciona o ensino religioso nas escolas públicas. O documento final será apresentado na próxima reunião do CNE a ser realizada este ano, ainda sem data estabelecida.

Segundo Lenir, a discussão sobre o ensino religioso entrou em pauta porque algumas instituições de ensino, que defendem o Estado laico, "são radicalmente" contra a prática de ensino religioso; e porque outras querem discutir uma proposta pedagógica para tal disciplina.

"Os interessados querem discutir uma proposta, aprimorar o conteúdo sobre o ensino religioso, proporcionar cursos de capacitação sem proselitismo e discutir as regras da LDB que a maioria das escolas não a segue".

Lenir esclarece também que essa é a única disciplina que carrega a palavra "ensino". Ou seja, no currículo escolar, por exemplo, a palavra "ensino" não existe nas disciplinas de português e nem de matemática.

Dentre os estados pesquisados, a secretária de Educação de Roraima afirmou que a exceção é do Paraná, onde há uma coordenação de ensino religioso e uma legislação própria, a qual obedece os princípios da LDB e da Constituição Federal e que poderia servir de exemplo para os demais estados.

Modelo paranaense - Conforme a técnica pedagógica da disciplina de ensino religioso da Secretaria de Educação do Estado do Paraná, Carolina Nizer, tal disciplina é aplicada nas escolas estaduais paranaenses como área do conhecimento. Ou seja, são estudadas todas as religiões, se trabalha o "universo da diversidade religiosa", sem nenhuma restrição.

Essa prática tem como base o decreto N.º 1226/2005, implementado pelo Conselho de Educação do estado paranaense para atender tanto às diretrizes da LDB quanto às da Constituição Federal.  Uma das regras propõe reconhecer "que o fenômeno religioso é um dado da cultura e da identidade de um grupo social, cujo conhecimento deve promover o sentido da tolerância e do convívio respeitoso com o diferente".

A disciplina é praticada nas séries 5ª e 6ª do primeiro grau. Como se trata de uma disciplina facultativa, conforme o que estabelece a Constituinte, no ato da matrícula o responsável pelo aluno é quem decide se essa fará parte do currículo do estudante.  Aos alunos que não optarem pela participação às aulas de ensino religioso, o decreto, nesse caso, estabelece que a instituição de ensino "deverá providenciar atividades pedagógicas adequadas, sob a orientação de professores habilitados".

Já para o exercício da docência no ensino religioso, a prioridade é para professores formados em Pedagogia, em licenciatura na área das Ciências Humanas, preferencialmente em Filosofia, História, Ciências Sociais e Pedagogia, com especialização em Ensino Religioso.[Fonte: GPERNEWS]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Atlas mapeia religiões do mundo e traz panorama de suas influências


Não é de hoje que as religiões têm grande influência na política, na história e a até mesmo na economia dos países. Pelo menos dois terços da população em mais de 80% dos países do mundo seguem alguma religião. Compreender essas crenças é essencial não só para entender a tensão étnica e o choque de culturas como também para preservar ou restabelecer a paz no mundo.

Livro faz mapeamento crenças
Atlas das Religiões oferece o mapeamento das crenças no mundo

Esta é a proposta do "Atlas das religiões", da Publifolha. O livro faz o mapeamento completo de todas as crenças em 192 países e discute o impacto, as divisões e os desafios contemporâneos das grandes religiões mundiais.
País a país, com mais de 50 mapas e gráficos coloridos, o título mostra como as religiões se disseminaram, sua influência por meio do rádio, da televisão, do trabalho missionário, da educação e das instituições bancárias; como se relacionam com os governos; como ajudam a amenizar os efeitos da pobreza; e que papel desempenham nos conflitos.
Do cristianismo aos movimentos religiosos mais novos (como a Igreja da Unificação e a Organização Brahma Kumaris), o volume traz informações completas sobre o número de praticante de cada uma das religiões no mundo inteiro, além de explicar as origens de cada uma delas. O título ainda apresenta dados sobre os ateus e os "indecisos", que não seguem nenhuma religião.
"O Atlas das Religiões" também aborda os conflitos e perseguições das crenças e aponta os novos desafios das religiões: igualdade entre os sexos, investimentos socialmente responsáveis e em causas ambientais e os movimentos ecumênicos.
O livro conta ainda com um capítulo especial sobre religião no Brasil, que mapeia as regiões do país onde há maior diversidade religiosa e explica como o catolicismo e o protestantismo se difundiram por aqui.
Autores
Joanne O'Brien atua há mais de 20 anos como redatora, pesquisadora e comentarista de assuntos religiosos. Também dirige a Circa Religion Photo Library, do Reino Unido.
Martin Palmer dirige a International Consultancy on Religion, Education and Culture (Icorec) e a Alliance of Religions and Conservation (Arc), ambas com sede em Manchester (Inglaterra). É também radialista da Bbc.
Entre os livros escritos por Joanne e Martin, incluem-se Religions of the World e Festivals of the World.[Fonte: FolhaOnline]

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cientista afirma que crianças nascem pré-programadas para acreditar na existência de Deus


O Dr. Justin Barret, pesquisador-chefe do Centre for Anthropology and Mind (Oxford), afirma que, devido à sua pressuposição de que tudo no mundo foi criado com um propósito, as crianças tem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo [Deus]. O Dr. Barret afirma ainda que, mesmo que não tenham sido ensinadas nesse sentido (por familiares ou na escola), as crianças têm fé em Deus. Segundo o Dr. Barret, mesmo crianças que tivessem sido criadas sozinhas no deserto haveriam de acreditar em Deus. A preponderância das evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos tem mostrado que há muito mais coisas que parecem estar pré-programadas no desenvolvimento natural da mente infantil do que pensávamos anteriormente. Isso inclui uma predisposição para ver o mundo natural como um lugar com propósito e como o resultado de um ato criativo, e que um Ser Inteligente está por trás do propósito presente no mundo natural. 

“Se puséssemos um grupo de crianças numa ilha deserta e elas crescessem sozinhas, penso que elas haveriam de acreditar em Deus”, disse o Dr. Barrett.

Numa apresentação no Faraday Institute (Cambridge), o Dr. Barrett citou experiências psicológicas feitas em crianças que, segundo ele, mostram como elas instintivamente acreditam que tudo foi criado com um propósito específico. [...] Barrett acrescentou ainda que as crianças são muito mais predispostas a acreditar no criacionismo do que na evolução – a despeito do que lhes tenha sido dito pelos pais ou pelos professores.

Segundo o pesquisador, antropólogos descobriram que em algumas culturas, as crianças acreditam em Deus mesmo que ensinamento religioso não lhes tenha sido disponibilizado. Em outras palavras, mesmo que as crianças não recebam ensinamento religioso nesse sentido, a predisposição natural delas é acreditar que o mundo natural tem uma Causa Inteligente. 

A forma natural como o cérebro infantil se desenvolve torna as crianças mais susceptíveis a acreditar na criação divina ou no design inteligente. Em contraste, a evolução não só não é natural para a mente humana, como também é difícil de se acreditar nela. [...]

Fica difícil para os militantes ateus afirmar que “todas as crianças nascem ateístas”, quando, aparentemente, elas nascem com uma predisposição natural para atribuir a origem do mundo biológico a uma Causa Superior ao homem. [Fonte: Darwinismo]

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Fim do mundo previsto pelos maias é um erro de interpretação


O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição "A Sociedade e o Tempo Maia" inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá.
O arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou à Agência Efe que a base da medição do tempo desta antiga cultura era a observação dos astros.
Eles se baseavam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do sol, da lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um final.
"Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica", explicou Casares, que esclareceu: "A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir".
Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal desta civilização.
"Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado 'Haab' que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o 'Tzolkin', de 260 dias, que regia a vida ritualística", acrescentou Casares.
A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Desta forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas deidades, ou seja, "não podiam separar o religioso do cotidiano".
Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia.
Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o "baktun" (período de 144 mil dias); na maioria das cidades 13 "baktunes" constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.
Com esta explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, "propositais ou não", de interpretação dos objetos achados desta civilização.
De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (deidade maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção.
A mostra exibida em Bogotá apresenta 96 peças vindas do Museu Regional Palácio Cantão de Mérida (México), onde se pode ver, além de calendários, vestimentas cerimoniais, animais do zodíaco e explicações sobre a escritura.
Para a diretora do Museu do Ouro de Bogotá, Maria Alicia Uribe, a exibição desta mostra sobre a civilização maia serve para comparar e aprender sobre a vida pré-colombiana no continente.
"Interessa-nos de alguma maneira comparar nosso passado com o de outras regiões do mundo", ressaltou Maria sobre esta importante coleção de arte e documentário.
A exposição estará aberta ao público até o dia 12 de fevereiro de 2012, para depois deve ser transferida para a cidade de Medellín.[Fonte: Yahoo]

domingo, 16 de outubro de 2011

Muçulmana impedida em auto-escola de fazer teste por não tirar o véu

Uma muçulmana foi impedida, às 8h30 de sábado, de prestar um exame para renovação da carteira de motorista no Detran em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, por se negar a retirar seu véu - peça do vestuário utilizada por mulheres islâmicas em virtude da religião. A dona de casa Ahlam Abdul El Saifi, 29 anos, acionou a Polícia Militar e registrou queixa na delegacia. "Houve discriminação religiosa", protestou Jihad Hassan Hammadeh, xeque da União Nacional das Entidades Islâmicas no Brasil. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Ahlam, cuja foto da CNH foi tirada de véu, estava no meio da prova teórica, diante do computador, quando foi informada pela autoescola que precisaria tirar seu véu. O Centro de Formação de Condutores (CFC) alega que a orientação foi passada pelo responsável por monitorar os exames (que são vigiados por câmeras na sala). Como não é permitido fazer prova com boné e gorro, por atrapalhar a identificação, a justificativa foi a de que a regra também valeria para véu. O Detran informou que repudia qualquer preconceito, que não houve orientação do órgão para proibir o véu e que "tomará as medidas administrativas cabíveis".[Fonte: Terra]


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pesquisa comprova: fé em Deus é inerente ao ser humano

Uma pesquisa conduzida por dois acadêmicos da Universidade de Oxford, Inglaterra, intitulada “Projeto de Cognição, Religião e Teologia” teve o custo recorde de 1,9 milhão de libras esterlinas. Sua conclusão final é que o pensamento humano está “enraizado” em conceitos religiosos. O projeto envolveu ao todo 57 eruditos, oriundos de 20 países, que lecionam disciplinas como Antropologia, Psicologia e Filosofia. A investigação se propunha a descobrir se a crença em divindades e na vida depois da morte são conceitos aprendidos ao longo da vida ou são inerentes ao ser humano. Segundo o professor Roger Trigg, um dos diretores do projeto, nossa tendência natural é “ver um propósito neste mundo… nós procuramos um sentido. Pensamos que existe algo mais, mesmo que não consigamos vê-lo… Tudo isso tende a gerar em nós uma forma religiosa de pensar”. Para ele, a pesquisa mostrou que religião “não é apenas algo que algumas poucas pessoas fazem no domingo em vez de ir jogar golfe… Reunimos várias evidências que sugerem que a religião é um aspecto comum da natureza humana, presente em diferentes sociedades. Isso sugere que as tentativas de suprimir a religião tendem a ter vida curta, uma vez que o pensamento humano parece estar enraizado em conceitos religiosos, como a existência de deuses ou agentes sobrenaturais, a possibilidade de vida após a morte, e de algo anterior a essa”.

O doutor Trigg destaca ainda que, curiosamente, as pessoas que vivem nas cidades de países mais desenvolvidos são menos propensas a serem religiosas do que as que vivem no campo ou em áreas economicamente menos desenvolvidas.

Realizado em Oxford, um dos estudos conduzidos pela equipe concluiu que crianças com menos de cinco anos de idade são mais propensas a crer em situações “sobrenaturais” do que a entender as limitações dos seres humanos. Nesse experimento, perguntava-se às crianças se as mães delas sabiam que objeto estava guardado em uma caixa fechada. Crianças de três anos de idade acreditavam que suas mães e Deus sempre sabiam qual era o conteúdo, mas a partir dos quatro as crianças começavam a entender que suas mães não eram oniscientes.

Outro estudo feito na China mostrou que pessoas de diferentes culturas creem instintivamente que alguma parte de sua mente, alma ou espírito sobrevive de alguma forma após a morte.

O diretor do projeto, Dr. Justin Barret, do Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, afirma que a fé é um fenômeno que subsiste nas diversas culturas do mundo porque as pessoas que compartilham os laços da religião “são mais propensas a cooperar com a sociedade”.

Ele faz questão de enfatizar que “o projeto não se dispôs a provar que Deus ou deuses existem”. O doutor Trigg entende ainda que “tanto ateus quanto as pessoas religiosas podem utilizar o estudo para defender seu ponto de vista”. “Richard Dawkins aceitaria nossas conclusões e diria que temos de evoluir para sair disso. Mas as pessoas de fé podem argumentar que a universalidade do sentimento religioso serve ao propósito de Deus. Se existe um Deus, então Ele teria nos dado inclinações para procurá-Lo”, conclui.

Os eruditos de Oxford acreditam fortemente que a religião não vai se enfraquecer, como muitos especulam. [Fonte: Networkedblogs]


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