IA de Jesus Substitui Padre em Confessionário Suíço

A Capela de São Pedro em Lucerna, Suíça, foi palco de uma experiência inédita que combinou tecnologia e religião.

Durante dois meses, um avatar de Jesus Cristo (IA de Jesus), impulsionado por inteligência artificial (IA), ocupou o confessionário, interagindo com fiéis e visitantes.

‘Deus Existe no Cérebro’, Afirma Neuropsicólogo e Pesquisador

Em um estudo publicado na revista Nature, Grafman afirma que o cérebro processa crenças religiosas como parte de sua estrutura cognitiva

O neuropsicólogo Jordan Grafman, professor da Northwestern University, argumenta que o conceito de Deus “existe no cérebro” e sugere que a ciência deveria explorar com mais profundidade a relação entre o cérebro humano e a espiritualidade. Em um estudo publicado na revista Nature, Grafman afirma que o cérebro processa crenças religiosas como parte de sua estrutura cognitiva, e que até mesmo aqueles que se identificam como ateus mantêm uma representação mental da ideia de Deus.

Grafman defende que, uma vez exposto à ideia de Deus ou de uma divindade, o cérebro incorpora esse conceito em sua rede de crenças, criando uma base neurológica para a religiosidade. Segundo ele, “Deus está no cérebro” e, portanto, as crenças religiosas, assim como a descrença, merecem um olhar científico atento. “Mesmo ateus têm uma imagem de Deus em seus cérebros. Não se pode escapar da ideia”, afirma.

Pesquisas no campo das ciências sociais apontam que cerca de 85% da população mundial segue alguma forma de religião. Estudos mostram que essas crenças influenciam diretamente na saúde mental e física das pessoas, contribuindo tanto para o bem-estar quanto para a coesão social. Ao mesmo tempo, Grafman ressalta que a religião também pode intensificar conflitos e polarização, sugerindo um duplo papel que a espiritualidade exerce na vida humana.

O estudo também discute como o córtex pré-frontal, região responsável pela tomada de decisões e regulação emocional, participa da formação de confiança, um pilar das relações sociais e religiosas. Grafman sugere que o desenvolvimento da capacidade de criar vínculos e padrões de crença foi essencial para a evolução da humanidade, permitindo que as pessoas lidassem com o desconhecido e reduzissem a ansiedade diante de eventos imprevisíveis.

Além disso, a mente humana tende a criar padrões e significados em cenários de incerteza, uma habilidade que pode ter facilitado o surgimento de crenças sobrenaturais. Grafman conclui que a estrutura cerebral favorece uma tendência natural à espiritualidade, atuando como uma ferramenta que, ao longo da evolução, contribuiu para a sobrevivência e a coesão social.



Fonte: MSN