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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Atlas mapeia religiões do mundo e traz panorama de suas influências


Não é de hoje que as religiões têm grande influência na política, na história e a até mesmo na economia dos países. Pelo menos dois terços da população em mais de 80% dos países do mundo seguem alguma religião. Compreender essas crenças é essencial não só para entender a tensão étnica e o choque de culturas como também para preservar ou restabelecer a paz no mundo.

Livro faz mapeamento crenças
Atlas das Religiões oferece o mapeamento das crenças no mundo

Esta é a proposta do "Atlas das religiões", da Publifolha. O livro faz o mapeamento completo de todas as crenças em 192 países e discute o impacto, as divisões e os desafios contemporâneos das grandes religiões mundiais.
País a país, com mais de 50 mapas e gráficos coloridos, o título mostra como as religiões se disseminaram, sua influência por meio do rádio, da televisão, do trabalho missionário, da educação e das instituições bancárias; como se relacionam com os governos; como ajudam a amenizar os efeitos da pobreza; e que papel desempenham nos conflitos.
Do cristianismo aos movimentos religiosos mais novos (como a Igreja da Unificação e a Organização Brahma Kumaris), o volume traz informações completas sobre o número de praticante de cada uma das religiões no mundo inteiro, além de explicar as origens de cada uma delas. O título ainda apresenta dados sobre os ateus e os "indecisos", que não seguem nenhuma religião.
"O Atlas das Religiões" também aborda os conflitos e perseguições das crenças e aponta os novos desafios das religiões: igualdade entre os sexos, investimentos socialmente responsáveis e em causas ambientais e os movimentos ecumênicos.
O livro conta ainda com um capítulo especial sobre religião no Brasil, que mapeia as regiões do país onde há maior diversidade religiosa e explica como o catolicismo e o protestantismo se difundiram por aqui.
Autores
Joanne O'Brien atua há mais de 20 anos como redatora, pesquisadora e comentarista de assuntos religiosos. Também dirige a Circa Religion Photo Library, do Reino Unido.
Martin Palmer dirige a International Consultancy on Religion, Education and Culture (Icorec) e a Alliance of Religions and Conservation (Arc), ambas com sede em Manchester (Inglaterra). É também radialista da Bbc.
Entre os livros escritos por Joanne e Martin, incluem-se Religions of the World e Festivals of the World.[Fonte: FolhaOnline]

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cientista afirma que crianças nascem pré-programadas para acreditar na existência de Deus


O Dr. Justin Barret, pesquisador-chefe do Centre for Anthropology and Mind (Oxford), afirma que, devido à sua pressuposição de que tudo no mundo foi criado com um propósito, as crianças tem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo [Deus]. O Dr. Barret afirma ainda que, mesmo que não tenham sido ensinadas nesse sentido (por familiares ou na escola), as crianças têm fé em Deus. Segundo o Dr. Barret, mesmo crianças que tivessem sido criadas sozinhas no deserto haveriam de acreditar em Deus. A preponderância das evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos tem mostrado que há muito mais coisas que parecem estar pré-programadas no desenvolvimento natural da mente infantil do que pensávamos anteriormente. Isso inclui uma predisposição para ver o mundo natural como um lugar com propósito e como o resultado de um ato criativo, e que um Ser Inteligente está por trás do propósito presente no mundo natural. 

“Se puséssemos um grupo de crianças numa ilha deserta e elas crescessem sozinhas, penso que elas haveriam de acreditar em Deus”, disse o Dr. Barrett.

Numa apresentação no Faraday Institute (Cambridge), o Dr. Barrett citou experiências psicológicas feitas em crianças que, segundo ele, mostram como elas instintivamente acreditam que tudo foi criado com um propósito específico. [...] Barrett acrescentou ainda que as crianças são muito mais predispostas a acreditar no criacionismo do que na evolução – a despeito do que lhes tenha sido dito pelos pais ou pelos professores.

Segundo o pesquisador, antropólogos descobriram que em algumas culturas, as crianças acreditam em Deus mesmo que ensinamento religioso não lhes tenha sido disponibilizado. Em outras palavras, mesmo que as crianças não recebam ensinamento religioso nesse sentido, a predisposição natural delas é acreditar que o mundo natural tem uma Causa Inteligente. 

A forma natural como o cérebro infantil se desenvolve torna as crianças mais susceptíveis a acreditar na criação divina ou no design inteligente. Em contraste, a evolução não só não é natural para a mente humana, como também é difícil de se acreditar nela. [...]

Fica difícil para os militantes ateus afirmar que “todas as crianças nascem ateístas”, quando, aparentemente, elas nascem com uma predisposição natural para atribuir a origem do mundo biológico a uma Causa Superior ao homem. [Fonte: Darwinismo]

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Fim do mundo previsto pelos maias é um erro de interpretação


O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição "A Sociedade e o Tempo Maia" inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá.
O arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou à Agência Efe que a base da medição do tempo desta antiga cultura era a observação dos astros.
Eles se baseavam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do sol, da lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um final.
"Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica", explicou Casares, que esclareceu: "A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir".
Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal desta civilização.
"Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado 'Haab' que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o 'Tzolkin', de 260 dias, que regia a vida ritualística", acrescentou Casares.
A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Desta forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas deidades, ou seja, "não podiam separar o religioso do cotidiano".
Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia.
Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o "baktun" (período de 144 mil dias); na maioria das cidades 13 "baktunes" constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.
Com esta explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, "propositais ou não", de interpretação dos objetos achados desta civilização.
De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (deidade maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção.
A mostra exibida em Bogotá apresenta 96 peças vindas do Museu Regional Palácio Cantão de Mérida (México), onde se pode ver, além de calendários, vestimentas cerimoniais, animais do zodíaco e explicações sobre a escritura.
Para a diretora do Museu do Ouro de Bogotá, Maria Alicia Uribe, a exibição desta mostra sobre a civilização maia serve para comparar e aprender sobre a vida pré-colombiana no continente.
"Interessa-nos de alguma maneira comparar nosso passado com o de outras regiões do mundo", ressaltou Maria sobre esta importante coleção de arte e documentário.
A exposição estará aberta ao público até o dia 12 de fevereiro de 2012, para depois deve ser transferida para a cidade de Medellín.[Fonte: Yahoo]

domingo, 16 de outubro de 2011

Muçulmana impedida em auto-escola de fazer teste por não tirar o véu

Uma muçulmana foi impedida, às 8h30 de sábado, de prestar um exame para renovação da carteira de motorista no Detran em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, por se negar a retirar seu véu - peça do vestuário utilizada por mulheres islâmicas em virtude da religião. A dona de casa Ahlam Abdul El Saifi, 29 anos, acionou a Polícia Militar e registrou queixa na delegacia. "Houve discriminação religiosa", protestou Jihad Hassan Hammadeh, xeque da União Nacional das Entidades Islâmicas no Brasil. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Ahlam, cuja foto da CNH foi tirada de véu, estava no meio da prova teórica, diante do computador, quando foi informada pela autoescola que precisaria tirar seu véu. O Centro de Formação de Condutores (CFC) alega que a orientação foi passada pelo responsável por monitorar os exames (que são vigiados por câmeras na sala). Como não é permitido fazer prova com boné e gorro, por atrapalhar a identificação, a justificativa foi a de que a regra também valeria para véu. O Detran informou que repudia qualquer preconceito, que não houve orientação do órgão para proibir o véu e que "tomará as medidas administrativas cabíveis".[Fonte: Terra]


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pesquisa comprova: fé em Deus é inerente ao ser humano

Uma pesquisa conduzida por dois acadêmicos da Universidade de Oxford, Inglaterra, intitulada “Projeto de Cognição, Religião e Teologia” teve o custo recorde de 1,9 milhão de libras esterlinas. Sua conclusão final é que o pensamento humano está “enraizado” em conceitos religiosos. O projeto envolveu ao todo 57 eruditos, oriundos de 20 países, que lecionam disciplinas como Antropologia, Psicologia e Filosofia. A investigação se propunha a descobrir se a crença em divindades e na vida depois da morte são conceitos aprendidos ao longo da vida ou são inerentes ao ser humano. Segundo o professor Roger Trigg, um dos diretores do projeto, nossa tendência natural é “ver um propósito neste mundo… nós procuramos um sentido. Pensamos que existe algo mais, mesmo que não consigamos vê-lo… Tudo isso tende a gerar em nós uma forma religiosa de pensar”. Para ele, a pesquisa mostrou que religião “não é apenas algo que algumas poucas pessoas fazem no domingo em vez de ir jogar golfe… Reunimos várias evidências que sugerem que a religião é um aspecto comum da natureza humana, presente em diferentes sociedades. Isso sugere que as tentativas de suprimir a religião tendem a ter vida curta, uma vez que o pensamento humano parece estar enraizado em conceitos religiosos, como a existência de deuses ou agentes sobrenaturais, a possibilidade de vida após a morte, e de algo anterior a essa”.

O doutor Trigg destaca ainda que, curiosamente, as pessoas que vivem nas cidades de países mais desenvolvidos são menos propensas a serem religiosas do que as que vivem no campo ou em áreas economicamente menos desenvolvidas.

Realizado em Oxford, um dos estudos conduzidos pela equipe concluiu que crianças com menos de cinco anos de idade são mais propensas a crer em situações “sobrenaturais” do que a entender as limitações dos seres humanos. Nesse experimento, perguntava-se às crianças se as mães delas sabiam que objeto estava guardado em uma caixa fechada. Crianças de três anos de idade acreditavam que suas mães e Deus sempre sabiam qual era o conteúdo, mas a partir dos quatro as crianças começavam a entender que suas mães não eram oniscientes.

Outro estudo feito na China mostrou que pessoas de diferentes culturas creem instintivamente que alguma parte de sua mente, alma ou espírito sobrevive de alguma forma após a morte.

O diretor do projeto, Dr. Justin Barret, do Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, afirma que a fé é um fenômeno que subsiste nas diversas culturas do mundo porque as pessoas que compartilham os laços da religião “são mais propensas a cooperar com a sociedade”.

Ele faz questão de enfatizar que “o projeto não se dispôs a provar que Deus ou deuses existem”. O doutor Trigg entende ainda que “tanto ateus quanto as pessoas religiosas podem utilizar o estudo para defender seu ponto de vista”. “Richard Dawkins aceitaria nossas conclusões e diria que temos de evoluir para sair disso. Mas as pessoas de fé podem argumentar que a universalidade do sentimento religioso serve ao propósito de Deus. Se existe um Deus, então Ele teria nos dado inclinações para procurá-Lo”, conclui.

Os eruditos de Oxford acreditam fortemente que a religião não vai se enfraquecer, como muitos especulam. [Fonte: Networkedblogs]

domingo, 22 de maio de 2011

Socializando ideias para elaboração de um Projeto de Trabalho ou Aprendizagem


Escola: Saul Sant'Anna de Oliveira Dias
Disciplina: Ensino Religioso
Professor: Jorge Schemes


PROJETO DE APRENDIZAGEM

OU

PROJETO DE TRABALHO

RESPONSÁVEL:

Professor Jorge Schemes

DISCIPLINA: Ensino Religioso.


TEMA:

Símbolos Religiosos.


JUSTIFICATIVA:

Diante da diversidade religiosa presente em nossa sociedade e do que preconiza o Artigo 33 da LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) sobre o Ensino Religioso nas escolas públicas, o qual recomenda um Ensino Religioso não confessional, não proselitista e que contemple a diversidade cultural e religiosa presente em nossa cultura, faz-se necessário trabalhar os diferentes símbolos religiosos representados na sociedade. Considerando que, a escola é um espaço social privilegiado para a discussão deste tema, optou-se pela realização de um projeto envolvendo os alunos por meio de atividades reflexivas e interpretativas dos significados dos diferentes símbolos religiosos.

OBJETIVO GERAL:

1. Realizar atividades pedagógicas envolvendo os diferentes símbolos religiosos presentes em nossa cultura para gerar o debate sobre o assunto e a reflexão.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1. Pesquisar sobre os diferentes símbolos religiosos e obter informações sobre o assunto.

2. Produzir textos descritivos e cartazes sobre o significado de cada símbolo religioso.

3. Criar uma poesia sobre o significado de cada símbolo religioso.

4. Socializar as atividades em sala de aula e gerar o debate e a reflexão sobre a diversidade religiosa presente em nossa sociedade.

5. Exposição dos cartazes na escola – Criação de um varal da diversidade religiosa.

6. Registrar as atividades e publicá-las no blog da disciplina: www.cienciasdareligiao.blogspot.com


PÚBLICO ALVO:

Alunos das séries finais do Ensino Fundamental, período matutino, da escola Saul Sant'Anna de Oliveira Dias em Joinville, SC.


METODOLOGIA:

1. Pesquisa orientada.

2. Aulas dialogadas.

3. Protagonismo juvenil.


RECURSOS:

1. Livros e textos sobre religiões disponíveis na biblioteca da escola.

2. Internet – Sites sobre as diferentes religiões e seus símbolos.

3. Cartolina, lápis de cor, canetão, cola, fita adesiva e tesoura.

4. Câmera fotográfica com filmadora.



CRONOGRAMA:

1º bimestre do ano letivo de 2012 – Fevereiro, Março e Abril.



DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

1.Fazer uma pesquisa sobre os diferentes símbolos religiosos.

2. Em equipes (mínimo 4 e máximo 5 alunos) elaborar uma poesia sobre cada símbolo religioso e montar um cartaz utilizando os símbolos religiosos pesquisados, seus significados e a poesia.

3.Apresentação e socialização das atividades em sala de aula.

4.Debate, análise e reflexão sobre o assunto.

5.Avaliação e auto avaliação.

6. Publicação das atividades no blog da disciplina (registro de fotos e vídeos) em: www.cienciasdareligiao.blogspot.com


7. Exposição dos cartazes na escola – Varal da diversidade religiosa.


PROCEDIMENTOS:


ETAPA 1 – Os alunos serão orientados a realizar pesquisas sobre sobre os diferentes símbolos religiosos e seus significados em livros, jornais, revistas e Internet. Após a pesquisa, eles trarão os textos para a sala de aula e socializarão com os colegas gerando um debate inicial sobre o assunto e uma reflexão mediada pelo professor da disciplina de Ensino Religioso, Jorge Schemes.


ETAPA 2 – Na aula seguinte, os alunos serão divididos em equipes com no mínimo 4 e no máximo 5 componentes, e orientados a produzir uma poesia contendo cinco estrofes para cada um dos símbolos religiosos pesquisados (mínimo 5 símbolos, um por aluno). Eles poderão tirar ideias para a elaboração da letra da poesia nos textos pesquisados sobre o significado de cada símbolo.


ETAPA 3 – Noutra aula cada equipe socializará, por meio de uma apresentação, as poesias criadas sobre os diferentes símbolos para os demais colegas em sala de aula.

ETAPA 4 – Após as apresentações haverá o debate e a reflexão sobre o assunto da diversidade religiosa presente em nossa sociedade.


ETAPA 6 – Avaliação e auto avaliação. O professor fará o registro e publicação das atividades no blog da disciplina (fotos e vídeos) – www.cienciasdareligiao.blogspot.com



ETAPA 7 – Exposição dos cartazes na escola contendo os diferentes símbolos e seus significados, bem como as poesias elaboradas sobre cada um deles– Varal da diversidade religiosa.

Professor: Jorge Schemes
 
 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Religião está no centro do debate sobre ensino moderno na Índia



De lados opostos de uma rua empoeirada, milhares de estudantes muçulmanos, nesta remota cidade agrícola, estão se preparando para futuros bem diferentes. De um lado, dentro de um tradicional seminário islâmico, garotos adolescentes usando solidéus estudam textos antigos para se tornarem imãs. Do outro lado, alunos se curvam diante de computadores em salas de aula de uma universidade, estudando para se tornarem médicos, farmacêuticos e engenheiros.

A distância entre eles é de cerca de 15 metros, mas poderia ser de cinco séculos. No meio, há um clérigo muçulmano barbado, o mulá Ghulam Mohammed Vastanvi, que passou a última década fazendo uma ponte entre a educação tradicional e a moderna para os muçulmanos. A partir de seus principais campi aqui em Akkalkuwa, ele construiu uma rede de escolas religiosas, hospitais e faculdades com mais de 150 mil alunos de todo o país, ganhando a reputação de reformista entre os clérigos muçulmanos da Índia.

Seu sucesso aqui levou a sua seleção, em janeiro, como vice-chanceler, ou reitor, do seminário islâmico mais prestigiado e influente da Índia, o Darul Uloom, na cidade de Deoband. Darul Uloom é conhecida por suas reprovações ortodoxas da modernidade e o mulá hoje tenta obter seu controle.

Normalmente, uma disputa interna entre clérigos muçulmanos pela escola islâmica, ou madrassa, atrairia atenção limitada na Índia. Porém, Vastanvi agitou um debate entre indianos muçulmanos sobre a necessidade de reforma na sociedade islâmica, ao mesmo tempo em que explorou a frustração daqueles ansiosos por líderes religiosos mais sintonizados com o mundo moderno.

"As pessoas estão cansadas das maneiras antigas", disse Shahid Siddiqui, editor do Nai Duniya, um jornal muçulmano de idioma urdu. "Elas querem desenvolvimento. Querem crescimento. Precisamos de pessoas como Vastanvi, que podem ser um símbolo da luta para trazer os muçulmanos ao mundo moderno".

Fundado em 1966, o Darul Uloom treinou milhares de imãs que, por sua vez, fundaram madrassas por todo o sul da Ásia e África como parte do Movimento Islâmico Deobandi. Esse grupo defende uma forma mais conservadora do Islã e algumas mesquitas deobandis no Paquistão e no Afeganistão se radicalizaram nas últimas décadas.

Muitos membros do Talibã se autodenominam deobandis, muito embora os líderes indianos do Darul Uloom os tenham condenado com veemência, rejeitando extremismos e organizando reuniões de professores islâmicos para denunciar o terrorismo. Durante o movimento de independência da Índia, os deobandis apoiaram Gandhi e mais tarde se negaram a se unir a um Paquistão dividido.

Hoje, o Darul Uloom é mais conhecido na Índia por emitir tantas fatwas (opiniões religiosas) provocativas que é muitas vezes ridicularizado na imprensa indiana como "fábrica de fatwa". Essas opiniões, geralmente ignoradas por grande parte dos muçulmanos indianos, incluem ordens para que mulheres não usem jeans, que homens e mulheres não trabalhem juntos em escritórios e contra a prática de cobrar juros em depósitos bancários.

Vastanvi já propôs revisar as fatwas quando se envolveu na controvérsia. Numa entrevista publicada na imprensa urdu, mais tarde repetida na mídia de língua inglesa, ele foi citado, afirmando que os indianos muçulmanos precisavam focar no progresso econômico e superar os conflitos populares em Gujarat, ocorridos em 2002, nos quais hindus atacaram áreas muçulmanas, deixando mais de mil mortos.

Segundo relatos na mídia, ele também perdoa o ministro-chefe de Gujarat, Narendra Modi, que há muito tempo vem sendo acusado de incitar a violência contra muçulmanos. No entanto, o mulá disse que seus comentários foram deturpados e que jamais isentou Modi.

"Minhas declarações foram apresentadas de maneira distorcida", disse Vastanvi. "Não digo para esquecerem o passado. Disse ao jornalista que, para mim, hoje os muçulmanos devem progredir em educação e negócios. Se ficamos fixados às coisas antigas, como podemos avançar?" O que se seguiu foi uma explosão na mídia, com rivais atacando Vastanvi na imprensa urdu, no que seus aliados consideraram uma campanha de difamação. O mulá respondeu oferecendo sua renúncia, mas então recebeu uma inesperada oferta de ajuda: vários comentaristas da mídia argumentaram a seu favor e colocaram a culpa do conflito numa disputa interna entre seus apoiadores e a poderosa família Madani, que há tempos domina Darul Uloom.

No final de fevereiro, o conselho administrador da escola indicou um comitê para investigar a controvérsia e colocou as operações rotineiras sob responsabilidade de um reitor substituto até que uma decisão final seja tomada. Enquanto isso, muitos jovens clérigos muçulmanos, incluindo alguns de Darul Uloom, desde então defendem Vastanvi como símbolo de reforma.

"A maioria dos alunos está feliz com a indicação", disse Mohammad Asif, 22, aluno do Darul Uloom. "Algumas pessoas poderosas não gostaram das ideias progressistas de Vastanvi. Elas se sentiram ameaçadas. Ele fala de boa educação, educação moderna. Ele está fazendo coisas boas para comunidade muçulmana".

A Índia tem pelo menos 161 milhões de muçulmanos, o terceiro maior número em comparação a qualquer outro país, mas continuam sendo uma minoria marginalizada num país dominado pelos hindus. Eles estão em desvantagem econômica e educacional.

A educação é considerada uma questão crítica, embora muitas vezes ignorada por muitos clérigos. O Darul Uloom oferece cursos de inglês e computação, mas o restante do currículo é tirado de antigos textos islâmicos. Apenas uma pequena porcentagem de estudantes muçulmanos frequentam madrassas na Índia, embora os estudiosos digam que essas escolas teológicas exercem ampla influência na sociedade muçulmana.

Yoginder Sikand, estudioso que já escreveu bastante sobre as madrassas indianas, disse que o Darul Uloom treina alunos numa visão de mundo antiga, usando comentários centenários para ensinar o Corão ou outros textos, em vez de análises mais contemporâneas que tentam aplicar o Islã às questões modernas. "O plano de estudos não reflete as demandas contemporâneas", disse. "Ele não traz aos estudantes o conhecimento do mundo de hoje".

Mas Vastanvi está longe de ser um liberal de olhos arregalados. Ele nasceu em Gujarat, estudou numa madrassa deobandi e chegou a Akkalkuwa há três décadas, onde estabeleceu uma pequena escola religiosa com seus alunos, usando o mesmo currículo da deobandi. Porém, à medida que a escola cresceu, frequentada por crianças de famílias pobres, o mulá afirmou ter percebido que os alunos também precisavam de uma forma de ganhar seu sustento. Ele começou a incluir treinamento para imãs em alfaiataria e outras atividades.

Contudo, seu passo mais importante foi quando ele iniciou um sistema paralelo para a chamada educação moderna, pedindo contribuições de líderes empresariais muçulmanos para construir institutos vocacionais e, mais tarde, faculdades certificadas de medicina, engenharia e farmácia. Muitas famílias muçulmanas têm dificuldades para pagar as principais universidades indianas, que geralmente exigem grandes pagamentos adiantados e taxas de instrução; em Akkalkuwa, não é necessário o pagamento adiantado.

"Se você quiser avançar no mundo, tem de ir aonde o mundo está indo", disse Vastanvi. "E a educação é crucial para isso". Para alguns muçulmanos seculares, a atenção às madrassas é inapropriada. Abusaleh Shariff, economista e coautor de um grande relatório do governo, lançado em 2006, sobre os muçulmanos na Índia, disse que recursos, atenção e energia devem estar focados em escolas públicas, onde a maioria dos alunos muçulmanos frequenta as aulas com hindus e outros grupos.

"Não queremos guetos na educação", argumentou. "Queremos uma educação secular". Mas em Akkalkuwa, Vastanvi parece estar tentando encontrar um equilíbrio entre o Islã e o ensino moderno. "Vastanvi nos diz que esta é a era da globalização e da competição", afirmou Mohammad Farooque, estudante de engenharia mecânica. "Quando estamos aqui, ele diz para darmos nosso melhor. E assim vamos avançar". [Fonte: Terra]

quinta-feira, 3 de março de 2011

LAO TSÉ E O TAO TE CHING

Pouco se sabe com certeza sobre Lao Tsé. Há uma obra chinesa muito antiga chamada Shi Chi (Apontamentos Históricos) que diz que Lao Tsé, cujo nome real era Erh Dan Li, teria nascido no Sul da China, numa região chamada Ch'u, em torno do ano 604 a.C. Mas também há os que afirmam que o Tao Te Ching é apenas uma compilação de versos de vários pensadores de escolas de pensamento do 3º século a.C., que genericamente usavam o título de Lao Tsé.
Segundo as tradições, Lao Tsé foi contemporâneo de Kung Fu Tsé (Confúcio), de quem foi discípulo. Tornou-se o guardião dos arquivos do Tribunal Imperial, e atraiu muitos seguidores com sua sabedoria, embora sempre haja se recusado a fixar suas idéias por escrito, por temer que as palavras pudessem ser convertidas em dogma formal. Lao Tsé desejava que a sua filosofia permanecesse apenas como um modo natural de vida estabelecido sob uma base de bondade, serenidade e respeito. Assim, ele não estabeleceu nenhum código rígido de comportamento, preferindo ensinar que a conduta de uma pessoa deve ser governada pelo instinto e pela consciência. Ensinava que nenhuma tarefa deveria ser apressada, que tudo deve acontecer no seu devido tempo. Acreditava que a simplicidade era a chave para a verdade e a liberdade, e assim encorajava seus seguidores para observarem mais a natureza do que aos ensinamentos de mestres.
Aos 80 anos, desiludido com as pessoas da sua terra - que estavam pouco dispostas a seguirem o caminho da bondade natural - se dirigiu para o Tibet, na fronteira ocidental de China, quando foi reconhecido por um guarda, que lhe lembrou que possivelmente todos os seus ensinamentos logo cairiam no esquecimento se alguma coisa não ficasse gravada, e só permitiu que ele deixasse a China após escrever seus ensinamentos básicos, para que pelo menos parte de seu conhecimento pudesse ser preservada para a posteridade. Atendendo ao pedido do guarda, de uma só vez Lao Tsé redigiu (reza a lenda que escreveu numa grande pedra) a coletânea dos 81 versos que se tornariam a síntese de sua sabedoria (e do pensamento Monista Chinês), que entrou para a história sob o nome de Tao Te Ching.
Há muitos sentidos para o significado do nome Tao Te Ching. Um deles o define como "As Leis da Virtude e seus caminhos". Suas palavras isoladas significam: Tao (Infinito, a Essência, a Consciência Invisível, o Insondável, o como, de como as coisas acontecem.); Te (que significa força, virtude, mas de uma forma não ligada aos nossos valores ocidentais); Ching (livro, escrito, manuscrito). Literalmente, portanto, significa "O livro de como as coisas funcionam", e na realidade é este o seu objetivo, mostrar como as coisas no universo funcionam segundo o Tao. Também significa "O Livro que Revela Deus" e "O livro que leva à Divindade". 
Coerentemente com a sua maneira, Lao Tsé não o escreveu por princípios doutrinários, e sim aforismos (versos), de forma tal que pudessem ser adaptados por qualquer pessoa ante diversas situações. Algo aplicável a tudo e a todos; um texto de natureza aberta que não possibilitasse uma forma textual capaz de ser desvirtuado intencionalmente, ou simplesmente ser deformado pelas traduções; uma maneira de aplicação prática de se viver em harmonia, dentro do equilíbrio das polaridades da manifestação do Tao e simbolizada pelo Tei Gi (a figura abaixo, no centro):

 

O Taoísmo baseia-se num dos Princípios Herméticos - o Principio da Polaridade - que diz ser a natureza bipolar, pois tudo nela tem um oposto. Na essência o universo conhecido é composto de componentes opostos; por vezes físicos (claro/escuro), morais (bom/ruim), biológicos (masculino/feminino) etc. Tudo no universo pode ser classificado em duas polaridades: Yang (pronuncia-se "yong") ou Yin.
Uma indagação comumente feita diz respeito à diferença que existe entre o Taoísmo e o Confucionismo. O Taoísmo tem base metafísica e com aplicação prática. Confúcio foi mais um legislador, cujos ensinamentos ser direcionam mais para o aspecto político da vida.
Aquele que conhece o outro é sábio. Aquele que conhece a si mesmo é iluminado. Aquele que vence o outro é forte. Aquele que vence a si mesmo é poderoso. Aquele que conhece a alegria é rico. Aquele que conserva o seu caminho tem vontade. Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele.
(Lao Tsé - Tao Te Ching - verso 22)
[Fonte: Saindo da Matrix]

terça-feira, 1 de março de 2011

Manchete sobre Ensino Religioso na Folha de São Paulo

FOLHA DE SÃO PAULO


Domingo, 27 de fevereiro de 2011, p. C1

Encarte “Codiano”

Manchete

Metade das escolas tem ensino religioso

São 98 mil colégios, públicos ou privados, oferecendo a disciplina, segundo censo da educação básica do MEC.

Sem diretriz nacional sobre conteúdo, Estados e municípios adotam formatos diversos; lei veta só propaganda

ANGELA PINHO

DE BRASÍLIA

"O que são as histórias da Bíblia? Fábulas, contos de fadas?", pergunta a professora do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem os alunos. "São reais!" A cena, numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, precede aula sobre a criação do universo por Deus em sete dias. O colégio é um dos 98 mil do país (entre públicos e particulares) que ensinam religião.

O número começou a ser levantado em 2009, no censo da educação básica feito pelo Inep (instituto ligado ao MEC). Ao todo, metade das escolas do país tem ensino religioso na grade curricular.

O fundamento está na Constituição, que determina que a disciplina deve ser oferecida no horário normal da rede pública, embora seja opcional aos estudantes. Escolas particulares não precisam oferecê-la, mas, se assim decidirem, podem obrigar os alunos a assistirem às aulas.

Não há, porém, uma diretriz nacional sobre o conteúdo -a lei proíbe só que seja feita propaganda religiosa e queixas devem ser feitas aos conselhos de educação. Assim, Estados e municípios adotam formatos diversos. Uns põem religiosos para dar as aulas; outros, professores formados em história, pedagogia e ciências sociais. É o caso do DF, onde a orientação é que não haja privilégio a um credo -embora a aula em Samambaia possa ser considerada controversa.

DISCUSSÕES

A conveniência de se oferecer ou não o ensino religioso é, sim, algo controverso. Uma das maiores discussões ocorreu em 1997, quando, meses antes da visita do papa João Paulo 2º, o governo federal retirou da lei dispositivo que proibia o Estado de gastar dinheiro público com o ensino religioso
 
Em 2008, nova polêmica surgiu quando o Brasil assinou com o Vaticano acordo que previa que "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental".


A controvérsia foi a menção explícita ao catolicismo, vista por alguns como privilégio a uma única religião.

SUPREMO

Para Roseli Fischmann, professora da USP, a disciplina fere o caráter laico do Estado. "Precisaríamos ter a coragem de aprovar emenda que a retirasse da Constituição", afirma.

Presidente do Fonaper (Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso), Elcio Cecchetti defende a disciplina sob o argumento de que as crenças ou a ausência delas são "dados antropológicos e socioculturais" que devem ser ensinados, mas sem privilégio a uma religião.

A polêmica chegou à Justiça. Desde o ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) analisa ação em que o Ministério Público Federal pede que determine que o ensino religioso só possa ser de natureza não confessional e proibindo que religiosos sejam professores.

Matéria 02:

Casal de ateus faz acordo e escola libera filhos de aula

No horário do ensino religioso, garotos do Paraná frequentam a biblioteca Diretor de colégio diz que a "diversidade das crianças é respeitada" nas aulas, que não doutrinam alunos.

DIMITRI DO VALLE

DE CURITIBA

Os pais de dois alunos de Pranchita, no interior do Paraná, fizeram um acordo com a direção da escola pública onde os filhos estudam para que eles deixassem de frequentar as aulas de religião.

A professora Eliane Lambert Junkes, 26, e o marido, o caminhoneiro Alberi Junkes, 40, são ateus e defendem o direito de os gêmeos, de sete anos de idade, não serem "doutrinados" sobre a existência de Deus.
 
A mãe de Marco Antônio e João Antônio não admite que as aulas de ensino religioso comecem com uma oração nem que Deus seja tratado como uma entidade real e superior, que zela pela humanidade e tem poderes para julgar as ações dos homens.


O acordo foi feito no ano passado -as crianças foram às aulas por quase três anos- e permitiu que, nesse horário, os meninos frequentem a biblioteca. Eliane diz que a decisão foi amigável.

"Não quero que eles sejam doutrinados a crer. Ninguém precisa ser bom na vida porque tem alguém superior olhando. As pessoas devem ser boas porque isso é correto", afirma a professora.

Eliane acredita que os filhos, quando amadurecerem, poderão adquirir conhecimento suficiente para decidir qual papel a religião terá em suas vidas. "Quando eles crescerem, teremos condições de conversar melhor", diz.

HISTÓRIA DAS RELIGIÕES

A mãe dos garotos afirma que, se as aulas tivessem outro tipo de abordagem, como a história das religiões, não se oporia ao aprendizado.

"A história das religiões é importante para contar o processo de formação do homem. Jamais vou privar meus filhos do conhecimento, mas não é o que acontecia na escola", afirma.

Procurado pela Folha, o diretor da Escola Municipal Márcia Canzi Malacarne, Everaldo Canzi, declarou que não daria entrevista por telefone porque considera o tema "complexo e amplo".

Ele negou, no entanto, que as aulas tenham o objetivo de "doutrinar" os alunos a crer e disse que a "diversidade das crianças é respeitada".

Matéria 03:

Rede pública do Rio oferece aulas opcionais de sete religiões

DO RIO

DE SÃO PAULO

Uma lei estadual no Rio define que a oferta de ensino religioso é obrigatória nas escolas, mas a matrícula na disciplina é opcional.

Cabe aos alunos de 16 anos ou aos responsáveis daqueles abaixo dessa idade definir qual religião estudarão -há sete disponíveis, diz o governo: católico, evangélico, judaico, mórmon, espírita, umbandista e messiânico.

Segundo especialistas, porém, a oferta de professores nas escolas públicas é reduzida e a legislação, desvirtuada. O ensino religioso no Estado é confessional.
 
Os professores passam por cursos definidos por instituições religiosas credenciadas pelo Estado. Na prática, porém, 90% dos professores professam religiões cristãs, dizem pesquisadores.


A Secretaria de Educação afirmou que a distribuição de professores é proporcional ao credo dos alunos. Segundo o órgão, o ensino religioso no Estado "é confessional e plural, respeitando a diversidade cultural e religiosa".

Na capital, não há ensino religioso. O Conselho Municipal de Educação decidiu esperar a manifestação do Supremo sobre o tema para decidir como ele deve tratado. SÃO PAULO

Na rede estadual de São Paulo, não há disciplinas específicas de ensino religioso. Segundo a Secretaria da Educação, o conteúdo é distribuído em outras matérias, como sociologia e filosofia.

Matéria 04:

ANÁLISE: Omissão acabou produzindo um mapa caótico das religiões HÉLIO SCHWARTSMAN

ARTICULISTA DA FOLHA

Tecnicamente, o Brasil é um Estado laico. Não há religião oficial e o artigo 19 da Constituição proíbe expressamente o poder público de estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los ou manter com eles relações de dependência ou aliança.

A própria Carta, entretanto, invoca em seu preâmbulo a "proteção de Deus" e, no artigo 210, prevê o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.

Embora doutrinadores gostem de dizer que não há contradição entre esses dispositivos, é forçoso reconhecer que colocá-los lado a lado gera pelo menos um ruído. Fica a sensação de que o legislador quis estabelecer a quadratura do círculo por meio de decreto.

Ao contrário de outros estrépitos constitucionais, que conseguem passar relativamente despercebidos, esse está produzindo uma série de consequências.

Por considerar que a religião não é assunto de regulação estatal, o CNE (Conselho Nacional de Educação) optou por não fixar parâmetros curriculares nacionais para o ensino religioso. A decisão é institucionalmente correta, mas gerou um deus nos acuda, onde cada Estado definiu ao sabor da conjuntura política local como a matéria seria ministrada.
 
Os problemas jurídicos são tantos, que o Ministério Público Federal está movendo uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra o ensino religioso nas escolas públicas.


Na Adin, protocolada em agosto, a subprocuradora-geral Deborah Duprat pede que o Supremo vede os sistemas de caráter confessional e determine que a abordagem histórico-antropológica seja adotada em nível nacional. [Fonte: Folha de São Paulo]

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