LAO TSÉ E O TAO TE CHING

Pouco se sabe com certeza sobre Lao Tsé. Há uma obra chinesa muito antiga chamada Shi Chi (Apontamentos Históricos) que diz que Lao Tsé, cujo nome real era Erh Dan Li, teria nascido no Sul da China, numa região chamada Ch'u, em torno do ano 604 a.C. Mas também há os que afirmam que o Tao Te Ching é apenas uma compilação de versos de vários pensadores de escolas de pensamento do 3º século a.C., que genericamente usavam o título de Lao Tsé.
Segundo as tradições, Lao Tsé foi contemporâneo de Kung Fu Tsé (Confúcio), de quem foi discípulo. Tornou-se o guardião dos arquivos do Tribunal Imperial, e atraiu muitos seguidores com sua sabedoria, embora sempre haja se recusado a fixar suas idéias por escrito, por temer que as palavras pudessem ser convertidas em dogma formal. Lao Tsé desejava que a sua filosofia permanecesse apenas como um modo natural de vida estabelecido sob uma base de bondade, serenidade e respeito. Assim, ele não estabeleceu nenhum código rígido de comportamento, preferindo ensinar que a conduta de uma pessoa deve ser governada pelo instinto e pela consciência. Ensinava que nenhuma tarefa deveria ser apressada, que tudo deve acontecer no seu devido tempo. Acreditava que a simplicidade era a chave para a verdade e a liberdade, e assim encorajava seus seguidores para observarem mais a natureza do que aos ensinamentos de mestres.
Aos 80 anos, desiludido com as pessoas da sua terra - que estavam pouco dispostas a seguirem o caminho da bondade natural - se dirigiu para o Tibet, na fronteira ocidental de China, quando foi reconhecido por um guarda, que lhe lembrou que possivelmente todos os seus ensinamentos logo cairiam no esquecimento se alguma coisa não ficasse gravada, e só permitiu que ele deixasse a China após escrever seus ensinamentos básicos, para que pelo menos parte de seu conhecimento pudesse ser preservada para a posteridade. Atendendo ao pedido do guarda, de uma só vez Lao Tsé redigiu (reza a lenda que escreveu numa grande pedra) a coletânea dos 81 versos que se tornariam a síntese de sua sabedoria (e do pensamento Monista Chinês), que entrou para a história sob o nome de Tao Te Ching.
Há muitos sentidos para o significado do nome Tao Te Ching. Um deles o define como "As Leis da Virtude e seus caminhos". Suas palavras isoladas significam: Tao (Infinito, a Essência, a Consciência Invisível, o Insondável, o como, de como as coisas acontecem.); Te (que significa força, virtude, mas de uma forma não ligada aos nossos valores ocidentais); Ching (livro, escrito, manuscrito). Literalmente, portanto, significa "O livro de como as coisas funcionam", e na realidade é este o seu objetivo, mostrar como as coisas no universo funcionam segundo o Tao. Também significa "O Livro que Revela Deus" e "O livro que leva à Divindade". 
Coerentemente com a sua maneira, Lao Tsé não o escreveu por princípios doutrinários, e sim aforismos (versos), de forma tal que pudessem ser adaptados por qualquer pessoa ante diversas situações. Algo aplicável a tudo e a todos; um texto de natureza aberta que não possibilitasse uma forma textual capaz de ser desvirtuado intencionalmente, ou simplesmente ser deformado pelas traduções; uma maneira de aplicação prática de se viver em harmonia, dentro do equilíbrio das polaridades da manifestação do Tao e simbolizada pelo Tei Gi (a figura abaixo, no centro):

 

O Taoísmo baseia-se num dos Princípios Herméticos - o Principio da Polaridade - que diz ser a natureza bipolar, pois tudo nela tem um oposto. Na essência o universo conhecido é composto de componentes opostos; por vezes físicos (claro/escuro), morais (bom/ruim), biológicos (masculino/feminino) etc. Tudo no universo pode ser classificado em duas polaridades: Yang (pronuncia-se "yong") ou Yin.
Uma indagação comumente feita diz respeito à diferença que existe entre o Taoísmo e o Confucionismo. O Taoísmo tem base metafísica e com aplicação prática. Confúcio foi mais um legislador, cujos ensinamentos ser direcionam mais para o aspecto político da vida.
Aquele que conhece o outro é sábio. Aquele que conhece a si mesmo é iluminado. Aquele que vence o outro é forte. Aquele que vence a si mesmo é poderoso. Aquele que conhece a alegria é rico. Aquele que conserva o seu caminho tem vontade. Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele.
(Lao Tsé - Tao Te Ching - verso 22)
[Fonte: Saindo da Matrix]

Manchete sobre Ensino Religioso na Folha de São Paulo

FOLHA DE SÃO PAULO


Domingo, 27 de fevereiro de 2011, p. C1

Encarte “Codiano”

Manchete

Metade das escolas tem ensino religioso

São 98 mil colégios, públicos ou privados, oferecendo a disciplina, segundo censo da educação básica do MEC.

Sem diretriz nacional sobre conteúdo, Estados e municípios adotam formatos diversos; lei veta só propaganda

ANGELA PINHO

DE BRASÍLIA

"O que são as histórias da Bíblia? Fábulas, contos de fadas?", pergunta a professora do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem os alunos. "São reais!" A cena, numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, precede aula sobre a criação do universo por Deus em sete dias. O colégio é um dos 98 mil do país (entre públicos e particulares) que ensinam religião.

O número começou a ser levantado em 2009, no censo da educação básica feito pelo Inep (instituto ligado ao MEC). Ao todo, metade das escolas do país tem ensino religioso na grade curricular.

O fundamento está na Constituição, que determina que a disciplina deve ser oferecida no horário normal da rede pública, embora seja opcional aos estudantes. Escolas particulares não precisam oferecê-la, mas, se assim decidirem, podem obrigar os alunos a assistirem às aulas.

Não há, porém, uma diretriz nacional sobre o conteúdo -a lei proíbe só que seja feita propaganda religiosa e queixas devem ser feitas aos conselhos de educação. Assim, Estados e municípios adotam formatos diversos. Uns põem religiosos para dar as aulas; outros, professores formados em história, pedagogia e ciências sociais. É o caso do DF, onde a orientação é que não haja privilégio a um credo -embora a aula em Samambaia possa ser considerada controversa.

DISCUSSÕES

A conveniência de se oferecer ou não o ensino religioso é, sim, algo controverso. Uma das maiores discussões ocorreu em 1997, quando, meses antes da visita do papa João Paulo 2º, o governo federal retirou da lei dispositivo que proibia o Estado de gastar dinheiro público com o ensino religioso
 
Em 2008, nova polêmica surgiu quando o Brasil assinou com o Vaticano acordo que previa que "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental".


A controvérsia foi a menção explícita ao catolicismo, vista por alguns como privilégio a uma única religião.

SUPREMO

Para Roseli Fischmann, professora da USP, a disciplina fere o caráter laico do Estado. "Precisaríamos ter a coragem de aprovar emenda que a retirasse da Constituição", afirma.

Presidente do Fonaper (Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso), Elcio Cecchetti defende a disciplina sob o argumento de que as crenças ou a ausência delas são "dados antropológicos e socioculturais" que devem ser ensinados, mas sem privilégio a uma religião.

A polêmica chegou à Justiça. Desde o ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) analisa ação em que o Ministério Público Federal pede que determine que o ensino religioso só possa ser de natureza não confessional e proibindo que religiosos sejam professores.

Matéria 02:

Casal de ateus faz acordo e escola libera filhos de aula

No horário do ensino religioso, garotos do Paraná frequentam a biblioteca Diretor de colégio diz que a "diversidade das crianças é respeitada" nas aulas, que não doutrinam alunos.

DIMITRI DO VALLE

DE CURITIBA

Os pais de dois alunos de Pranchita, no interior do Paraná, fizeram um acordo com a direção da escola pública onde os filhos estudam para que eles deixassem de frequentar as aulas de religião.

A professora Eliane Lambert Junkes, 26, e o marido, o caminhoneiro Alberi Junkes, 40, são ateus e defendem o direito de os gêmeos, de sete anos de idade, não serem "doutrinados" sobre a existência de Deus.
 
A mãe de Marco Antônio e João Antônio não admite que as aulas de ensino religioso comecem com uma oração nem que Deus seja tratado como uma entidade real e superior, que zela pela humanidade e tem poderes para julgar as ações dos homens.


O acordo foi feito no ano passado -as crianças foram às aulas por quase três anos- e permitiu que, nesse horário, os meninos frequentem a biblioteca. Eliane diz que a decisão foi amigável.

"Não quero que eles sejam doutrinados a crer. Ninguém precisa ser bom na vida porque tem alguém superior olhando. As pessoas devem ser boas porque isso é correto", afirma a professora.

Eliane acredita que os filhos, quando amadurecerem, poderão adquirir conhecimento suficiente para decidir qual papel a religião terá em suas vidas. "Quando eles crescerem, teremos condições de conversar melhor", diz.

HISTÓRIA DAS RELIGIÕES

A mãe dos garotos afirma que, se as aulas tivessem outro tipo de abordagem, como a história das religiões, não se oporia ao aprendizado.

"A história das religiões é importante para contar o processo de formação do homem. Jamais vou privar meus filhos do conhecimento, mas não é o que acontecia na escola", afirma.

Procurado pela Folha, o diretor da Escola Municipal Márcia Canzi Malacarne, Everaldo Canzi, declarou que não daria entrevista por telefone porque considera o tema "complexo e amplo".

Ele negou, no entanto, que as aulas tenham o objetivo de "doutrinar" os alunos a crer e disse que a "diversidade das crianças é respeitada".

Matéria 03:

Rede pública do Rio oferece aulas opcionais de sete religiões

DO RIO

DE SÃO PAULO

Uma lei estadual no Rio define que a oferta de ensino religioso é obrigatória nas escolas, mas a matrícula na disciplina é opcional.

Cabe aos alunos de 16 anos ou aos responsáveis daqueles abaixo dessa idade definir qual religião estudarão -há sete disponíveis, diz o governo: católico, evangélico, judaico, mórmon, espírita, umbandista e messiânico.

Segundo especialistas, porém, a oferta de professores nas escolas públicas é reduzida e a legislação, desvirtuada. O ensino religioso no Estado é confessional.
 
Os professores passam por cursos definidos por instituições religiosas credenciadas pelo Estado. Na prática, porém, 90% dos professores professam religiões cristãs, dizem pesquisadores.


A Secretaria de Educação afirmou que a distribuição de professores é proporcional ao credo dos alunos. Segundo o órgão, o ensino religioso no Estado "é confessional e plural, respeitando a diversidade cultural e religiosa".

Na capital, não há ensino religioso. O Conselho Municipal de Educação decidiu esperar a manifestação do Supremo sobre o tema para decidir como ele deve tratado. SÃO PAULO

Na rede estadual de São Paulo, não há disciplinas específicas de ensino religioso. Segundo a Secretaria da Educação, o conteúdo é distribuído em outras matérias, como sociologia e filosofia.

Matéria 04:

ANÁLISE: Omissão acabou produzindo um mapa caótico das religiões HÉLIO SCHWARTSMAN

ARTICULISTA DA FOLHA

Tecnicamente, o Brasil é um Estado laico. Não há religião oficial e o artigo 19 da Constituição proíbe expressamente o poder público de estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los ou manter com eles relações de dependência ou aliança.

A própria Carta, entretanto, invoca em seu preâmbulo a "proteção de Deus" e, no artigo 210, prevê o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.

Embora doutrinadores gostem de dizer que não há contradição entre esses dispositivos, é forçoso reconhecer que colocá-los lado a lado gera pelo menos um ruído. Fica a sensação de que o legislador quis estabelecer a quadratura do círculo por meio de decreto.

Ao contrário de outros estrépitos constitucionais, que conseguem passar relativamente despercebidos, esse está produzindo uma série de consequências.

Por considerar que a religião não é assunto de regulação estatal, o CNE (Conselho Nacional de Educação) optou por não fixar parâmetros curriculares nacionais para o ensino religioso. A decisão é institucionalmente correta, mas gerou um deus nos acuda, onde cada Estado definiu ao sabor da conjuntura política local como a matéria seria ministrada.
 
Os problemas jurídicos são tantos, que o Ministério Público Federal está movendo uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra o ensino religioso nas escolas públicas.


Na Adin, protocolada em agosto, a subprocuradora-geral Deborah Duprat pede que o Supremo vede os sistemas de caráter confessional e determine que a abordagem histórico-antropológica seja adotada em nível nacional. [Fonte: Folha de São Paulo]

Mapa da Distribuição das Principais Religiões no Mundo

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Por receio, propaganda de ateus é suspensa

A campanha polêmica da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) não será veiculada. A ideia de mostrar 4 peças que combatem o preconceito à religião, em defesa ao ateísmo, vazou na última sexta-feira, mas já foi barrada. A propaganda seria exibida nos ônibus de Salvador e Porto Alegre a partir desta segunda.
De acordo com nota publicada no site da Associação, a empresa responsável pela veiculação na capital baiana entrou em contato com a Atea informando que não iria cumprir o contrato assinado com a entidade, temendo ação do Estado e dos empresários de ônibus. A Atea informou que estuda ação legal.
Além disso, de acordo com o site, a Agência de Transportes Públicos em Porto Alegre vetou a campanha local sob argumento de que infringe uma lei municipal que veta temas religiosos na publicidade de ônibus. A ação aconteceria em 10 ônibus em Porto Alegre, financiados por um único doador paulista, e 5 ônibus em Salvador, financiados com recursos da entidade e outros doadores.
Na sexta-feira a repercussão foi grande. Ganhou destaque em vários portais e jornais ao passo que também gerou polêmica. As peças mostram, por exemplo, que religião não define caráter. Em um dos anúncios, Charles Chaplin e Adolf Hitler aparecem lado a lado, sendo que o primeiro deles dizia não acreditar em Deus e o segundo, sim.
A Atea afirma que a campanha "não procura fazer desconversões em massa". Diz que os objetivos são "conseguir um espaço na sociedade que seja proporcional aos números, diminuindo o enorme preconceito que existe contra ateus, e caminhar rumo à igualdade plena entre ateus e teístas, que só existe quando o Estado é verdadeiramente laico - o que está muito, muito longe de acontecer"
História
De acordo com a Atea, o lançamento da campanha ocorreu pouco depois de o Ministério Público Federal ajuizar ação civil pública contra o jornalista José Luiz Datena pedindo retratação de suas afirmações ofensivas contra ateus. Datena é alvo de um inquérito civil aberto pelo Ministéiro Público Estadual e uma investigação criminal na Delegacia de Crimes de Racismo e Discriminação, em São Paulo, requerida pela Atea.
A Associação afirma que as iniciativas de autoridades públicas em defesa dos ateus, embora tenham sido provocadas pela Atea e outros ateus, são inéditas no país e "constituem marcos importantes na luta por direitos". Recentemente, a Atea exerceu direito de resposta em dois grandes jornais do país com relação a um par de artigos de Frei Betto relacionando tortura a ateísmo militante.

Veja as peças:




Bombeiro proíbe crucifixo e causa polêmica em Tatuí-SP

Uma ordem de serviço assinada pelo comandante do Corpo de Bombeiros de Tatuí (SP), capitão José Natalino de Camargo, causa polêmica na cidade. Ele mandou retirar todos os crucifixos e imagens de santos católicos das unidades sob seu comando. Hoje, os 11 vereadores da Câmara local assinaram moção repudiando a medida tomada pelo militar. Camargo alegou que a exibição de símbolos católicos em repartições públicas causa "constrangimento" a pessoas que professam outra fé.

Para ele, imagens e crucifixos fazem "apologia" da religião católica e contribuem para a "manutenção da falsa crença de que aquela religião seria a única detentora da benesse estatal". O capitão invocou ainda a Constituição Federal que, segundo ele, estabelece que o Estado brasileiro é laico e, portanto, a exibição dos símbolos seria ilegal e inconstitucional. A comunicação foi repassada às unidades e postos dos bombeiros sob o comando do Grupamento de Tatuí, com ordem para cumprimento imediato.

Na moção aprovada por unanimidade, os vereadores consideram que o militar usou termos desrespeitosos ao se referir aos símbolos católicos. "O ato é arbitrário, com expressões equivocadas, desrespeitosas e imprudentes sobre a religião católica, refletindo total falta de sensibilidade", diz a nota da Câmara.

De acordo com os vereadores, a ordem de serviço fere o livre direito de professar a fé, também defendido pela Constituição. O comando regional da Polícia Militar (PM), ao qual se subordinam os bombeiros, não se manifestou a respeito. O pároco de Tatuí, padre Milton de Campos Rocha, estava em viagem e não foi localizado. [Fonte: Yahoo Notícias]

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Nota do editor: O Estado é laico, se é para ter um símbolo de determinada religião então que seja permitido o de todas as outras também. Se não, que não tenha nenhum símbolo em espaço de Órgão Público.

CIÊNCIA E RELIGIÃO: E, ENTÃO, O MAR SE ABRIU

Cientistas americanos dizem que o “milagre” de Moisés ao abrir as águas é compatível com a física


Em uma das passagens mais dramáticas da Bíblia, “um forte vento leste’’ soprando sobre o mar teria aberto as águas para Moisés e os judeus que fugiam do Egito.

Agora, dois cientistas dos Estados Unidos – Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder – dizem que o “milagre’’ é compatível com as leis da física. Detalhe: para que tenha sido possível, conforme os pesquisadores, a abertura das águas deve ter ocorrido no Rio Nilo, e não no Mar Vermelho.

Em artigo recente na revista científica PLoS One’, eles estimam que um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do Nilo por 12 horas, teria sido suficiente para “empilhar” as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura. Drews e Han chegaram a essa conclusão com simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito por volta de 1250 aC). Essa é a época mais aceita para a suposta fuga dos escravos judeus, liderados por Moisés.

Confusão no termo hebraico original

A maioria dos estudiosos do texto bíblico considera que a melhor tradução para o termo original hebraico, “Yam Suph’’, não é “Mar Vermelho’’, mas sim “Mar de Caniços’’. A expressão seria uma referência, portanto, não ao mar entre a África e a Arábia, mas a uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o Mar Mediterrâneo.

As simulações de como era o delta do Nilo nessa época, levando em conta as rochas e sedimentos da região, indicam a presença de um grande braço do rio que se conectava com uma lagoa salobra, o chamado Lago de Tânis. O vento leste descrito no Êxodo, portanto, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de dois metros de profundidade) do braço do Nilo e do lago, o que, em tese, teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

Além das simulações e dos dados geológicos, os cientistas citam a ocorrência de fenômenos parecidos em épocas recentes. O vento conseguiu façanha parecida em 2006 e 2008 no Lago Erie, nos EUA. No fim do século 19, britânicos viram algo do tipo acontecer no próprio Nilo. Como tudo que cerca o lado histórico dos textos bíblicos, a pesquisa já nasce polêmica. Drews, por exemplo, fez algo pouco comum em outros artigos científicos: declarou, logo no início do estudo, que poderia ter conflitos de interesse sobre o tema, já que é cristão e tem um site no qual defende a compatibilidade entre ciência e fé. [Fonte: DC]


Igreja da Flórida reafirma plano de queimar Alcorão...


Uma pequena igreja da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou-se intransigente aos apelos internacionais e reafirmou que pretende queimar cerca de 200 exemplares do Alcorão. Diversos funcionários locais faziam planos para tentar impedir a manifestação. Apesar da condenação internacional liderada por funcionários dos EUA, militares e líderes religiosos, a igreja disse que o evento para queimar o livro sagrado islâmico ocorrerá no aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.


"No momento, nós sentimos que essa mensagem é importante. Nós ainda estamos determinados a fazê-la, sim", disse hoje o pastor Terry Jones, em entrevista à emissora CBS. Ele afirmou que a mensagem de sua igreja era alvo do islamismo radical. "Nós queremos que eles saibam que, se estão na América, eles precisam obedecer à lei e à Constituição, e não sobrepor sua agenda gradualmente sobre nós."

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, denunciou o plano como "infame". Funcionários da pequena cidade universitária de Gainesville, de pouco mais de 120 mil habitantes, encontraram-se hoje para se preparar para o ato, que deve mobilizar policiais e bombeiros no sábado.
Um porta-voz da prefeitura disse que os membros da igreja violarão o código que proíbe fogo ao ar livre. A punição prevista para isso é uma multa de US$ 250. No entanto, o porta-voz disse que não está fora de questão prender os manifestantes. O evento da obscura igreja evangélica, que declara ter apenas 50 membros, gerou atenção para a calma cidade situada no centro-norte da Flórida.

As Nações Unidas condenaram hoje a ideia da igreja, advertindo que civis e funcionários humanitários no Afeganistão podem ser mortos, caso o Alcorão seja queimado. A chefe das Relações Exteriores da União Europeia (UE), Catherine Ashton, também condenou os planos, enquanto o chefe da Liga Árabe, Amr Mussa, disse que Jones era um "fanático".

A chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou a iniciativa como "ignominiosa" e "simplesmente errada". O presidente libanês, Michel Suleiman, também condenou a ideia. As informações são da Dow Jones.

NOTA DO EDITOR:
Isso demonstra a falta de reverência e diálogo por outras tradições religiosas. Se Jesus estivesse fisicamente entre nós ele jamais aprovaria tal ato. Quando esteve aqui, pelos relatos dos Evangelhos, Jesus jamais condenou outras religiões e jamais sugeriu que seus discípulos e seguidores queimassem livros sagrados de outras tradições religiosas. Pelo jeito esse pastor quer mesmo é aparecer, outra atitude anti-cristã.



Reflexões sobre as profecias do povo Maia


PROFECIAS DOS MAIAS

Por: Jorge Schemes

O calendário Maia de 13 luas conceituava tempo como arte, ou seja, aquilo que temos de melhor e somos capazes de manifestar. Para os Maias tempo é experiência, e experiência são valores. Assim, cada dia terá uma forma e um movimento qualitativo, isso cria uma sincronia que começa consigo mesmo, passa pelo planeta, pelo sistema solar, pela galáxia e por todo o universo. Trata-se de um calendário galáctico para toda humanidade, o qual propicia a leitura do tempo de forma sincrônica com a natureza, os ciclos da vida e os padrões mentais. O tempo maia é circular, sem fim, sempre existiu e é eterno. É o respirar de Deus.

Para os Maias, o nosso planeta e nossa humanidade estão cumprindo uma tarefa de ordem galáctica que começa no ano 3.113 a.C. e termina no sábado dia 22 de dezembro de 2012. Por incrível que pareça, descobertas astronômicas feitas recentemente revelaram que o nosso Sistema Solar se encontrará no cruzamento entre duas galáxias e se alinhará com o centro da Via Láctea em 2012. Esse acontecimento astronômico já havia sido calculado por astrônomos do antigo Egito e pelo povo Maia na América Central. Segundo os Maias, a partir do ano 3.113 a.C. (data de início de sua civilização), mais 5.125 anos no futuro, ou seja, no ano 2012 d.C., o sol receberá um forte raio sincronizado proveniente do centro da nossa galáxia, o que mudará sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante.

Na cosmovisão Maia, o sol é um ser vivo, o qual tem ciclos de 5.125 anos para receber um raio de luz vindo do centro da galáxia, o qual produzirá erupções solares e alterações nos campos magnéticos. Eles predisseram que quando isso ocorrer, no dia 22 de dezembro de 2012, a terra seria afetada pelas mudanças no sol, e por meio de um deslocamento de seu eixo de rotação haveria grandes cataclismos. Para eles, a humanidade deve estar preparada para uma transformação civilizatória ao passar por esses acontecimentos, e que isso nos tornará mais conscientes de que fazemos parte de um todo muito maior do que acreditamos atualmente. O Universo está gerando todos esses processos para que a humanidade se expanda e compreenda sua integridade fundamental com tudo que existe.

Os Maias previram o aquecimento global a afirmaram que uma onda de calor aumentaria a temperatura da terra provocando mudanças climáticas, geológicas e sociais sem precedentes na história humana e de maneira muito rápida, dentre elas o derretimento do gelo dos polos. Os Maias se basearam no giro de 584 dias do planeta Vênus para efetuar seus cálculos solares. Eles deixaram registrado em seu “Códici Drede” que a cada 117 giros de Vênus, o sol sofre fortes alterações e aprecem grandes erupções do vento solar, advertiram que a cada 5.125 anos são produzidas alterações ainda maiores, o que trará destruição e mudanças.

O ser humano está convencido de que o Universo existe só para ele, que a humanidade é a única expressão de vida inteligente e por isso age como predador de tudo que existe. Os sistemas falharão para que o ser humano enfrente a si mesmo e veja a necessidade de uma renovação de sua consciência e de uma nova ordem social, fundada no respeito, na conexão com o todo e no amor.


Referência:

VERDUGO, H. C. G. O passado no presente. E o futuro? Joinville: UNIPAZ, 2010.)


13 Princípios Básicos da Kabhala

 1. Não acredite em nenhuma palavra que você ler.  Teste os ensinamentos aprendidos.
2. Existem duas realidades básicas: Nosso Mundo de Escuridão no nível do 1 por cento e a Realidade da Luz, que representa 99 por cento!
3. Tudo o que um ser humano deseja verdadeiramente da vida é Luz espiritual!
4. O propósito da vida é a transformação espiritual, passando  de um ser reativo para proativo.
5. No instante da nossa transformação, fazemos contato com a realidade dos 99 por cento.
6. Nunca – mas nunca mesmo – coloque a culpa em outras pessoas ou em eventos externos.
7. Resistir aos nossos impulsos reativos cria luz duradoura.
8. O comportamento reativo cria intensas faíscas de Luz, mas eventualmente deixa Escuridão em seu rastro.
9. Obstáculos são oportunidades de se conectar com a Luz.
10. Quanto maior o obstáculo, maior o potencial de Luz.
11. Quando os desafios parecerem esmagadores, injete certeza.  A Luz está sempre presente!
12. Mudança interna verdadeira é criada através do poder de DNA das letras hebraicas.
13. Todas as características negativas que você identifica nos outros são apenas um reflexo de suas próprias características negativas.  Só ao consertá-las em si mesmo, você poderá mudar os outros.
E finalmente, ACIMA DE TUDO:
Ame o seu próximo como a si mesmo.  Todo o resto é um mero comentário.
Agora vá e aprenda.

Em defesa de um Estado Laíco

Ocorreu no dia 05 de agosto de 2010 (quinta-feira) a Procuradora Deborah Duprat - Procuradoria Geral da República entrou com uma ação ao Supremo Tribunal Federal defendendo que em um Estado Laico é inconstitucional oferecer uma proposta de ensino religioso confessional como foi proposto pelo Acordo Brasil Vaticano, assim como está proposto no Rio de Janeiro. Em que uma única igreja recebia os privilégios do Estado. Esta mesma igreja tem utilizado sua presença política para negociar o retorno de uma prática que realizada durante o Brasil Colônia e Império em que o Estado financiava esta igreja, ou seja a tentativa de financiar o ensino de uma única doutrina. a procuradora Deborah Duprat defende que o Estado é laico e, portanto, não deve oferecer ensino religioso nas escolas públicas. "A escola pública não é lugar para o ensino confessional, pois este tem por propósito inculcar nos alunos princípios e valores religiosos partilhados pela maioria", diz a ação. Para a procuradora, o ensino religioso trás "prejuízo das visões ateístas, agnósticas ou de religiões com menor poder". A Procuradoria Geral da República, contudo, admite o estudo das religiões desde que seja sob a perspectiva histórica e comandada por professores, "sem qualquer tomada de partido" e sem a participação de pessoas vinculadas a igrejas. A Procuradoria Geral da República quer que seja declarada inconstitucional parte do acordo entre o governo brasileiro e Vaticano, feito em 2008. O texto prevê "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, nas escolas públicas de ensino fundamental".
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